Blog
ABRIR O RELACIONAMENTO: QUANDO 2 QUEREM UM 3° (4°, 5°, …)
ABRIR O RELACIONAMENTO: QUANDO 2 QUEREM UM 3° (4°, 5°, …)
Falar sobre relacionamento aberto ainda causa certo espanto em muitas pessoas, mas a verdade é que esse tipo de vínculo está se tornando cada vez mais comum — e por bons motivos. Se feito com respeito, diálogo e consentimento, abrir o relacionamento pode ser uma forma saudável de fortalecer a conexão entre o casal e explorar novas possibilidades.
Isso porque o relacionamento aberto é uma forma de vínculo afetivo e “contrato” em que os envolvidos concordam, de maneira clara e respeitosa, que podem se relacionar romanticamente ou sexualmente com outras pessoas — sem que isso seja considerado traição.
Existem diferentes tipos de relacionamentos abertos, como:
- Relacionamento aberto sexualmente, mas com exclusividade afetiva;
- Relacionamento aberto afetivo e sexual, também conhecido como poliamor;
- Relacionamentos não-monogâmicos com regras bem definidas, como datas, frequência ou quem pode se envolver com quem.
Não existe um modelo único. Cada casal (ou trisal, ou rede afetiva!) constrói o seu jeito próprio, com base no que funciona para todas as partes envolvidas. E se você gosta do modelo mais clássico de relacionamento monogâmico e está se perguntando os “porquês” do relacionamento aberto ou poliamor, as motivações variam, mas algumas razões comuns incluem:
- Desejo de explorar novas experiências sexuais ou afetivas sem romper com a relação principal;
- Reduzir a pressão de ser “tudo” para o outro: melhor amigo, amante, confidente, companhia, etc.;
- Buscar crescimento pessoal e liberdade individual dentro do relacionamento;
- Entender o amor como algo abundante, e não limitado a uma única pessoa.
O importante é que isso seja uma decisão consensual — ou seja, feita por vontade de ambos, e não para agradar só um lado ou “salvar o relacionamento”
Como começar essa conversa?
Abrir o relacionamento começa com muito diálogo honesto. Algumas dicas:
- Escolha o momento certo: evite trazer o assunto durante uma briga ou em momentos de tensão.
- Fale sobre seus sentimentos, não só sobre desejos: explique por que isso é importante para você, e como acredita que pode fortalecer o vínculo.
- Esteja disposto a ouvir: seu/sua parceiro(a) pode ter dúvidas, medo ou resistência. E tá tudo bem! Respeite o tempo da outra pessoa.
- Pesquisem juntos: leiam textos, ouçam podcasts, assistam vídeos de pessoas que vivem relacionamentos não-monogâmicos.
Abrir o relacionamento não é só “sair pegando geral” — é também repensar ciúmes, posse, expectativas e muito mais. Além disso, para que um relacionamento aberto funcione, é essencial que vocês definam regras claras. Algumas perguntas que podem ajudar:
- Vai rolar liberdade total ou só em certas ocasiões?
- Vai haver troca de informações sobre outras pessoas ou preferem não saber?
- Tem algo que não é negociável para alguém?
- Como vão lidar com o cuidado sexual e o uso de proteção?
Esses acordos podem (e devem!) ser ajustados com o tempo, conforme vocês vivenciam novas situações. E quando o ciúmes chegar (o que pode acontecer) pense que a chave está em entender de onde ele vem: medo de ser trocado? Insegurança com o próprio valor? Falta de comunicação?
Relacionamentos abertos não eliminam o ciúme — mas ensinam a lidar com ele de maneira mais madura, através do diálogo e da autoconfiança. E, muitas vezes, os casais acabam se sentindo ainda mais próximos por terem tanta honestidade na relação.
Relacionamento aberto não é “evolução”, nem “modinha”. É só mais uma possibilidade entre tantas formas de amar. O importante é que o modelo que vocês escolhem funcione de forma saudável e feliz para todos os envolvidos.
Se abrir não faz sentido, tudo bem também. Cada casal tem seu próprio ritmo, seus próprios desejos e sua forma única de amar.
Relacionamentos abertos podem ser incríveis quando há respeito, consentimento, comunicação e cuidado mútuo. Abrir a relação é uma jornada de autoconhecimento, confiança e liberdade — e, como toda jornada, deve ser feita com carinho, paciência e verdade.
Se for abrir, que seja com o coração aberto também!